terça-feira, 7 de julho de 2009

Você acredita nisso?

O presidente Lula, a partir de hoje, irá assinar uma coluna semanal em vários jornais do país. Na mesma, nosso chefe do executivo responderá três perguntas de cidadãos brasileiros, uma delas me interresou a fazer um comentário, veja qual foi:


Natália Miranda Vieira, 36 anos, professora universitária de Natal (RN) - Como o governo federal vai garantir que não haja uma sangria de dinheiro público nas obras que serão realizadas para a Copa de 2014, a exemplo da que ocorreu nas obras para os Jogos Pan-americanos de 2007?
Luiz Inácio Lula da Silva
- Não houve sangria do dinheiro público. Os investimentos no Pan superaram o previsto porque o planejamento inicial, que não foi da responsabilidade do nosso governo, não previu itens necessários para a execução do evento, como por exemplo, segurança pública e a capacidade de 45 mil lugares do estádio João Havelange, projetado para apenas 10 mil pessoas. O governo federal teve que arcar com compromissos do estado e do município, o que não acontecerá com a Copa de 2014. Vamos fazer um planejamento detalhado das obras e depois reunir representantes dos estados e dos municípios sedes para definir responsabilidades, dando transparência ao processo. O Ministério do Esporte vai monitorar as obras para que tudo esteja pronto antes de 2014.

A pergunta de Natália é extremamente relevante, haja vista o histórico de usurpação (roubo) do público pelo privado em nosso país, que tem em obras públicas um de seus principais sustentáculos.

Infelizmente, a resposta do presidente só faz aumentar a certeza de que a Copa do Mundo será um espetáculo para poucos e feita com o dinheiro de muitos. Isso porque, o presidente mente ao dizer que não houve sangria no Pan do Rio. O orçamento inicial do evento foi redimensionado em mais de 1.000%, o Tribunal de Contas da União rejeitou as contas do evento e uma CPI na Câmara dos vereadores do Rio só não ocorreu porque o então prefeito, Cesar Maia, "mexeu os pauzinhos" para acabar com a Comissão. Ou seja, segundo o presidente, um sujeito honesto errou em mais de 1.000% a previsão de gastos do Pan, mas sem nenhum dolo. E nosso bondoso governo teve que reparar o erro do administrador público (merece esse nome?) com o nosso dinheiro.

Além disso, mal foram oficializadas a sede da Copa de 2014 e já teve governador dizendo que não terá dinheiro da iniciativa privada para o evento e que devido a grandeza do mesmo, valerá a pena o investimeno público. Por fim, nosso ministro dos Esportes já garantiu à FIFA que a mesma não pagará impostos em nosso país para administrar o evento, pois a bancada da bola já assegurou que aprovará lei para exonerar a entidade máxima do futebol.

Enfim, você acredita em alguma palavra dita acima pelo presidente Lula? Eu não.

domingo, 14 de junho de 2009

Negros contra a Guerra do Vietnã

Em 12 de junho de 1967 aconteceu, nos Estados Unidos, uma reunião histórica. Muhammad Ali concedeu uma coletiva de impressa após ser punido pela justiça norte-americana por ter se recusado a lutar no Vietnã. Queria explicitar que não voltaria atrás em sua atitude. E Ali recebeu um apoio de peso na coletiva. Foram se solidarizar com o boxeador Kareem Abdul-Jabbar, Jim Brown e Bill Russel.

Os Estados Unidos apoiavam o Vietnã do Sul desde o início da Guerra do Vietnã, em 1959. Mas foi apenas em 1965 que os americanos enviaram seus soldados para o combate em terras vietnamitas. A atitude desde o início gerou conflitos em solo americano. Apesar de o governo ter todo o apoio da grande mídia, muitos americanos eram contrários ao conflito.

O governo americano, então, achava que a convocação e o aceite de Muhammad Ali em ir à Guerra poderia ser um grande trunfo no convencimento de seus cidadãos pela entrada do país na Guerra. A Casa Branca desejava que um campeão mundial de pesos pesados desse um exemplo para a sociedade, sendo um “bom negro”, cristão e patriota. Exemplificado pela sua adesão à guerra do Vietnã. A escolha de Ali não foi a melhor para isso. O atleta era polêmico, combatia o racismo que havia nos Estados Unidos com sua fama, atitudes e palavras. Além disso, o boxeador havia se convertido em Islamismo em 1964. Assim, Ali tinha em si todo o potencial de lutas raciais nos EUA dos anos 60: negro, não obediente à ordem do país e islâmico.

Assim que soube que poderia ser convocado para a Guerra, Muhammad Ali envia uma carta, em março de 1966, ao governo se recusando de ir para a guerra. A mesma não surte resultado e em abril de 1966 ele é chamado para o conflito. Começa uma verdadeira batalha entre Ali e o governo americano, que tem apoio da grande mídia. Desde o início Ali diz que não irá para a Guerra. É taxado de desertor pelo governo e pela grande mídia americana. Quando perguntado de seus motivos para não ir à Guerra enumerava dois principais: sua religião era contra guerras, e os vietnamitas nunca o chamaram de negro, numa alusão explícita ao racismo da sociedade americana.

O governo e a mídia não poderia tolerar tal ato de desordem e começam a perseguir o boxeador. Afinal, um negro não poderia desafiar a ordem dessa forma. A função social dos mesmo era servir a ordem, seja através da exploração de seu mais valia na época da escravidão. Seja agora indo lutar como soldados para um país que os explorava e os tratava de forma desigual aos brancos.

Ali é condenado em abril de 1967 a 5 anos de prisão, a perca do título de Campeão Mundial de boxe e a sua licença para lutar. Após uma pressão da sociedade, a pena de prisão é cancela. Mas as outras não. Por esse motivo, Ali chama uma coletiva de imprensa com os outros atletas negros para dizer que não cederia, iria cumprir as punições, mas não se renderia ao governo. Não iria à Guerra.

Se reuniram ali 4 dos maiores atletas dos Estados Unidos de todos os tempos. Bil Russel ganhou a NBA 11 vezes e em 5 temporadas foi escolhido o MVP. Atuou no Boston Celtics durante toda a carreira entre 1956 a 1969. Também era um atleta irreverente. Se recusou a retirar o cavanhaque, símbolo de rebeldia, jogava com tênis de cano baixo e não dava autógrafos, pois era uma atitude falsa de aproximação entre o fã e o atleta. Kareem Abdul-Jammar é até hoje o maior pontuador da história da Liga de Basquete Americano com pouco mais de 33 mil pontos. Também atuou contra o racismo e em 1968 se recusou a ir as Olimpíadas do México devido a segregação racial que havia em seu país. Já Jim Brown é um dos maiores corredores da história do futebol americano, detentor de recordes na modalidade por décadas. Por fim, Muhammad Ali é considerado por muios o maior boxeador de todos os tempos e dispensa maiores apresentações.

O encontro marcava a unição de atletas negros de 3 dos 4 esportes mais populares dos Estados Unidos: boxe, basquete e futebol americano. Era um exemplo de como a década de 60 foi um dos mais elevados e, ao mesmo tempo, contestadores período da história moderna dos Estados Unidos. Uma série de lutas ocorriam como o Movimento dos Direitos Civis dos afro-descendentes. E os atletas que se reuniram para dar a coletiva de imprensa foram mais um fato desse forte movimento que ousou desafiar à ordem da sociedade americana de então.

O desenrolar dos acontecimentos no Vietnã mostrou quem tinha razão. Mais de 50 mil soldados americanos morreram em terras vietnamitas e 300 mil voltaram feridos. Em 1970 um clamor público pede a retirada dos EUA da Guerra e a volta de Ali aos ringues, o que ocorre no mesmo ano e o atleta recupera o título Mundial no mesmo ano. Perde o título novamente em seguida. Mas recupera novamente em 1974 depois de uma luta épica contra George Foreman. Já o governo americano decide sair do Vietnã, humilhado, em 1972.

terça-feira, 9 de junho de 2009

E Recife disse Amém

Amanhã, 10/06, a seleção brasileira volta a jogar em Recife depois de 16 anos. A última apresentação da seleção brasileira na cidade foi em 1993, nas eliminatórias para a Copa do Mundo do ano seguinte. A seleção goleou a Bolívia, 6 a 0.

A grande mídia vem dando grande destaque para o fato de que a seleção brasileira ser sempre bem recebida em Recife. Relembrando, foi no jogo de Recife de 1993 que a seleção entrou, pela primeira vez, de mãos dadas, gesto repetido até a conquista do tetra. Foi também em Recife que a seleção desembarcou ao voltar dos EUA após a conquista.

O que não vemos na Globo e companhia é o porque Recife ficou tanto tempo sem receber jogos da seleção. E a explicação é simples. Carlos Alberto Oliveira, presidente da Federação Pernambucana de Futebol, após 1994 virou um opositor de Ricardo Teixeira. O dirigente deixou de abaixar a cabeça para Ricardo Teixeira. Contestou contas da CBF publicamente e votava contra a aprovação das mesmas. E o ápice da coragem, ousou se candidatar a presidência da CBF em 2003. Seu resultado demonstra com as federações são massa de manobra de Ricardo Teixeira. Teve apenas um 1 voto, o da sua federação.

Mas Ricardo Teixeira, como um bom monarca que acha que é, é piedoso. Carlos Alberto Oliveira voltou a ser apenas um capacho do mandatário da CBF. Como resultado, Recife foi escolhida uma as 12 sedes para a Copa do Mundo de 2014 e a seleção brasileira volta a jogar em Recife.

Esse episódio serve apenas para demonstrar como Ricardo Teixeira faz o que quer com o futebol brasileiro, pois a estrutura de nossa paixão não passa de um feudo deste monarca absolutista.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Inter centenário!

Do blog do Juca

Amanhã, o Inter completa seus primeiros 100 anos.

Para muitos pelo Brasil afora, o Colorado nasceu em 1975, dos pés de um Falcão.

Mas é claro que já existia antes, e como!

Só que aquele time, campeão brasileiro, chamou a atenção do país inteiro.

Aquele time, que foi bi no ano seguinte e tri, invicto, em 1979.

Mas Falcão voou para ser Rei de Roma.

E o belo Gigante da Beira-Rio deu uma adormecida.

O sono dos justos, talvez.

Afinal, a tarefa no Século 20 já estava bem cumprida.

Além de chamar a atenção para si, o Inter avisou que o futebol do Rio Grande não perdia para o de nenhuma região do país.

Neste Século 21, porém, o Inter resolveu voltar a dar, plenamente, o ar de sua graça.

O tetra brasileiro de 2005 só não veio por causa do escândalo do apito, mas, melhor que isso, a Libertadores veio no ano seguinte.

A Libertadores?

Não só, não só!

O poderoso Barcelona sentiu na pele o que é decidir um Mundial da Fifa com o Colorado, aqui ou no Japão.

Porque este clube centenário, que implantou para valer o sócio-torcedor, é também do mundo campeão.

Parabéns, Inter, vermelho como nosso coração.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Brasil 3×0 Peru

Do blog do Birner

Cansei de escrever e falar tanto de seleção brasileira!

Além de concentrar todas as atenções, não há muito o que aplaudir.

Por isso serei breve sobre a vitória brasileira contra o Peru.

Gostei do trabalho do lado direito.

Elano, Kaká e Daniel Alves foram bem.

Luís Fabiano também se destacou.

A zaga não foi testada, e Júlio César, numa única tentativa peruana, defendeu a bola antes dela bater na trave.

O lado esquerdo não andou. Kléber descia de maneira tímida.

Robinho pouco produziu e Pato, substituto do atleta do Manchester City no final do confronto, não teve chance de finalizar.

Ronaldinho entrou no lugar de Elano e só fez malabarismos improdutivos.

O Brasil mereceu a tranquila vitória.

O Peru não é referência.

Ficaria fora da Copa do Mundo atpé se disputasse as eliminatórias da Concacaf.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Essa é a torcida do Livorno

Estava a pouco navegando sem grandes pretensões pela internet de madrugada e reli um post de Xico Malta, um dos "jogadores" do blog do Birner. O mesmo era sobre a torcida do Livorno, a qual nutro uma grande simpatia pela identificação política que tenho com a mesma.
Para aqueles que não conhecem, Livorno é uma cidade portuária do norte da Itália, com uma forte tradição socialista de esquerda. O time da cidade, que tem o mesmo nome, também é identificado por ter uma torcida sinistra.
Pois bem, no post Xico enfatiza os protestos que a torcida do Livorno faz em seus jogos contra Silvio Berlusconi, principalmente nos confrontos entre os tifosis e o Milan.
Um desses protesto é antológico e ocorreu no ano de 2002. Em pleno estádio San Siro, a torcida do Livorno calou os milanistas cantando “Berlusconi pezzo di merda!"
O protesto pode ser conferido no vídeo abaixo

video

Por esse protesto, o Livorno foi punido em 20 mil euros. Mesmo assim, na partida seguinte da equipe os protestos dos tifosis contra Berlusconi continuaram.

domingo, 29 de março de 2009

Você iria querer se encontrar?

"Quando o Obama tiver mais calmo, tomo um café como fiz com o Kennedy, o Nixon e o Clinton."
Pelé

Pelé e toda sua humildade depois de indagado se já conhecia Obama.

O único detalhe é que os outros presidentes dos E.U.A. com quem o rei se encontrou tiveram um futuro, digamos, não tão dos melhores.

Kennedy foi assassinado, Nixon renunciou e Clinton sofreu processo de impeachment.

Obama irá querer se encontrar com Pelé se souber disso?