segunda-feira, 8 de outubro de 2012
1714 ou 17:14
quinta-feira, 12 de julho de 2012
De volta ao lugar que nos cabe
domingo, 13 de maio de 2012
Como alguém pode não gostar deste negócio
terça-feira, 27 de março de 2012
De mãe para filho
domingo, 4 de março de 2012
Racismo e Homofobia no esporte. Qual lição podemos aprender?

Casos de racismo contra esportistas são comuns na Europa, principalmente de jogadores origem/ascendência africana e sul-americana. Já no Brasil nos últimos anos vimos casos de jogares de futebol agredirem outros jogadores com palavras de cunho racista. Entretanto, a torcida proferindo palavras de cunho racista contra um esportista no Brasil, eu não me lembro de ter ocorrido. Mesmo que em um ginásio de Vôlei ser muito mais fácil de escutar uma agressão do que em um estádio de futebol. Além disso, dado o contexto mundial de aumento da xenofobia e do racismo no mundo, esse caso deve ser tratado com a maior atenção possível pela sociedade, pelos clubes de vôlei, pela CBV e pelo estado brasileiro.
Pois bem, no jogo seguinte, sábado, 03/03, o time do Wallace recebeu em Contagem o Vôlei/Futuro, que quando entrou em quadra, mostrou gestos que merecem todo destaque. Os jogadores entraram com a camisa do time sem a logomarca do patrocinador. No lugar os dizeres “VF Contra a Discriminação”. Além disso, todos os jogadores do Vôlei/Futuro estavam com o nome de Wallace, ao invés dos seus, na camisa. Para coroar, a camisa era toda preta.
Mais uma vez o time de Araçatuba teve uma atuação da mais dignas e que merece elogios. Lembremos que ano passado um jogador da equipe, Michael, sofreu agressões verbais homofóbicas em um jogo do Vôlei/Futuro contra o mesmo Cruzeiro/Sada. E a equipe tomou a causa do jogador para si, fez campanha contra a homofobia e o caso ganhou repercussão nacional, contribuindo para o debate contra a homofobia em nossa sociedade.
Agressões homofóbicas e racistas são comuns no cotidiano brasileiro e a sociedade e o estado muitas vezes não atribuem a devida atenção às mesmas. Além disso, ambas são fenômenos associados ao que o século de XX de pior legará para a humanidade, o totalitarismo/fascismo presente no indivíduo e na sociedade. Ou seja, esses casos expressam um sentimento por parte do indivíduo, ou de parte da sociedade, que considera que determinadas características suas (cor da pele e opção sexual) faça com que sejam melhores do que outras pessoas e que, por causa disso, as pessoas que não partilham de suas características perdem totalmente ou em parte sua própria humanidade.
Ganha maior destaque o fato de que em ambos os casos o ofendido foi uma pessoa considerada com um status maior pela sociedade, pois são atletas. E o agressor é um comum, um torcedor. Assim, o grau de superioridade que se atribui o sujeito é tão alto que ele agride até mesmo um atleta. Se faz isso com os mesmos, imagine o que não faz na vida cotidiana com pessoas que nossa sociedade atribui um status inferior?
Com tudo isso, quero dizer que se a homofobia chega até aos atletas, pessoas com status superior em nossa sociedade, e proferidas por torcedores é porque o nível de fascismo presente na sociedade alcança níveis preocupantes e devem ser tratados com toda seriedade pelos atletas, clubes, confederações e, principalmente, pela sociedade e pelo estado brasileiro!
Assim, a atitude do Vôlei Futuro de denunciar e apoiar os agredidos em ambos os casos merece aplausos e colocam o esporte no patamar que realmente é o seu: de uma prática cultural que mantêm intima relação com a sociedade e, que por isso, tem uma função social a desempenhar para a qual não pode virar as costas!
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Voltei!
terça-feira, 7 de julho de 2009
Você acredita nisso?
Natália Miranda Vieira, 36 anos, professora universitária de Natal (RN) - Como o governo federal vai garantir que não haja uma sangria de dinheiro público nas obras que serão realizadas para a Copa de 2014, a exemplo da que ocorreu nas obras para os Jogos Pan-americanos de 2007?
Luiz Inácio Lula da Silva - Não houve sangria do dinheiro público. Os investimentos no Pan superaram o previsto porque o planejamento inicial, que não foi da responsabilidade do nosso governo, não previu itens necessários para a execução do evento, como por exemplo, segurança pública e a capacidade de 45 mil lugares do estádio João Havelange, projetado para apenas 10 mil pessoas. O governo federal teve que arcar com compromissos do estado e do município, o que não acontecerá com a Copa de 2014. Vamos fazer um planejamento detalhado das obras e depois reunir representantes dos estados e dos municípios sedes para definir responsabilidades, dando transparência ao processo. O Ministério do Esporte vai monitorar as obras para que tudo esteja pronto antes de 2014.
A pergunta de Natália é extremamente relevante, haja vista o histórico de usurpação (roubo) do público pelo privado em nosso país, que tem em obras públicas um de seus principais sustentáculos.
Infelizmente, a resposta do presidente só faz aumentar a certeza de que a Copa do Mundo será um espetáculo para poucos e feita com o dinheiro de muitos. Isso porque, o presidente mente ao dizer que não houve sangria no Pan do Rio. O orçamento inicial do evento foi redimensionado em mais de 1.000%, o Tribunal de Contas da União rejeitou as contas do evento e uma CPI na Câmara dos vereadores do Rio só não ocorreu porque o então prefeito, Cesar Maia, "mexeu os pauzinhos" para acabar com a Comissão. Ou seja, segundo o presidente, um sujeito honesto errou em mais de 1.000% a previsão de gastos do Pan, mas sem nenhum dolo. E nosso bondoso governo teve que reparar o erro do administrador público (merece esse nome?) com o nosso dinheiro.
Além disso, mal foram oficializadas a sede da Copa de 2014 e já teve governador dizendo que não terá dinheiro da iniciativa privada para o evento e que devido a grandeza do mesmo, valerá a pena o investimeno público. Por fim, nosso ministro dos Esportes já garantiu à FIFA que a mesma não pagará impostos em nosso país para administrar o evento, pois a bancada da bola já assegurou que aprovará lei para exonerar a entidade máxima do futebol.
Enfim, você acredita em alguma palavra dita acima pelo presidente Lula? Eu não.